Novo Olhar

inatel-claudiagarcez*Por Cláudia Garcez, fisioterapeuta e pesquisadora do CDTTA

Há alguns dias fui visitar uma criança em um hospital que realiza tratamentos voltados para casos de neoplasia infantil. Eu sabia que seria muito doloroso visitar um local como este, porém, tive uma feliz surpresa ao me deparar com um ambiente tranquilo, limpo, com pessoas agradáveis e muito gentis. Observei também as crianças com suas famílias e as pessoas não demonstravam tristeza, mas sim muita garra e muita fé.

Algumas crianças chamaram a minha atenção, pois tinham um sorriso maravilhoso, como se tudo estivesse bem, e creio que, para elas, tudo estava indo bem. Elas brincavam tranquilamente, como qualquer outra criança na mesma idade e seus pais observavam seus filhos como quem estivesse, a todo o momento, agradecendo por toda aquela alegria.

Permaneci por algumas horas naquele ambiente e, é claro que havia tristeza e muita dor, mas havia um certo calor de esperança em todos os corredores por onde passei. Penso que, por cada canto daquele local, já passaram pessoas em puro desespero e também pessoas carregando uma imensidão de alegria.

Eu parei por vários instantes para refletir o real significado daquilo, alçando vôos mais altos que aquela realidade me trazia, parei para pensar no significado dos nossos valores de vida. Por que valorizamos algumas coisas tão inúteis? Por que estamos presos a situações que não nos satisfazem mais? Por que corremos tanto atrás de dinheiro, poder e ambição? Para quê? Não faz sentido tudo isso. Pensei no que realmente faz sentido em nossa vida e o quanto estamos nos dedicando às pessoas e coisas que fazem brilhar a nossa existência.

inatel-cdtta-novoolhar2Percebo que visitas como estas nos modificam e entendo também porque muitas pessoas fogem destes ambientes e de pessoas com algum tipo de problema físico, mental, entre outros. Nestas situações nos deparamos com o nosso pior, com os nossos limites e percebemos que somos pessoas hipócritas e egoístas. Por isso, é preciso ir além, sair de dentro de nós mesmos.

Estas situações nos trás a lembrança do quanto temos que fazer, da nossa responsabilidade enquanto profissionais, enquanto seres humanos e o quanto somos devedores de respostas para a sociedade. Precisamos sim ir além, buscar mais e quem sabe, visitar ambientes como o que estive, não para sofrer, mas para perceber que somos nada e não controlamos nada, nem mesmo o quanto nos resta de tempo neste planeta. Temos a missão de fazer o nosso melhor, em todas as circunstâncias da vida e coisas tão lindas e simples, como o sorriso de uma criança, podem ser mais importante que qualquer cargo, poder ou riqueza financeira.

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